sexta-feira, novembro 11, 2011

Eu sempre quis te contar sobre aquele dia...
Sempre quis me sentar ao seu lado e dizer o que você foi na minha história...
Por muito tempo esperei uma iniciativa sua... e alimentei uma esperança bonita sobre essas coisas de destino...
(...) Mas até hoje eu não sei o que realmente fui pra você... O que sei é que tudo foi muito forte e a dimensão do que você estava me causando, me fez romper comigo mesma... perdi a noção de muitas coisas...
(...) E o que parecia singelo, foi tomando formas avassaladoras na minha alma... Era o desejo me agredindo... era obsessão...
(...) Eu queria muito te contar sobre tudo isso um dia...
Ninguém entendeu nada... Nem eu...
(...) Só usei a última carta que eu tinha pra fugir e te mostrar que eu não estava nem aí pra tua insuportável falta de atitude...
Houve dias em que eu quis que você viesse até mim e dissesse com todas as letras: “Acorda! Não te quero!” (...) Ou que me escrevesse algo seco do tipo: “Me esquece!”
Quem sabe assim, eu não teria me desencantado de você? Te chamaria de estúpido, e tentaria te odiar...
Mas você nunca foi assim... Nunca reagiu a nada... Era o mesmo modo tranqüilo, ainda que nas piores situações...
Senti vontade de te por contra a parede, te matar... te encher de beijos... te amar...
É,eu nunca soube o que você sentiu...
(...) Já faz um ano... e eu ainda não me esqueci... nem nunca entendi o que houve entre a gente...

[Patrícia Vicensotti]

"Levemente adaptado"

Um comentário: