quarta-feira, abril 27, 2011

Não foi assim que imaginei o nosso reencontro...
Quantas vezes sonhei em chegar naquele mesmo prédio, onde tudo começou, e me deparar com você na escadaria, me recebendo ou me esperando depois da aula, dizendo que voltou, que sentiu a minha falta e que nunca mais ia se separar de mim...
Quantas vezes sonhei com o abraço longo que trocaríamos fazendo com o mundo parasse por uma eternidade de segundos e eu pudesse me inebriar com o seu perfume de novo...
Quantas vezes sonhei com os beijos de saudade que trocaríamos e eu pudesse sentir em seu gosto o quanto você ainda me ama...
Quantas vezes sonhei com o seu toque... as suas mãos entrelaçando-se em minha cintura como outrora fazias e eu pudesse sentir o quanto você ainda me deseja...

Não foi assim que imaginei o nosso reencontro...
Você chegou e não foi a mim que procurastes... não foi pra mim que avisaste que retornaras. Fiquei sabendo assim... sem querer, numa conversa casual...
E depois apareceste e mais uma vez não foi a mim que chamaste... Passou as escadarias e entrou naquele mesmo prédio, me cumprimentastes juntamente com os demais... não teve o abraço, não teve os beijos, não teve o toque...
Permanecemos no mesmo lugar por um pouco mais de uma hora e eu movida pelo meu orgulho, não fui capaz de lhe olhar nos olhos... era o medo de ver, não o homem pelo qual eu me apaixonei mas, aquele mesmo homem que se despediu de mim a cinco meses atrás...
Obrigada a passar várias vezes por você, segurei o impulso de lhe tocar os ombros ou acariciar os cabelos... era o medo de sentir, não o homem pelo qual eu me apaixonei mas, aquele mesmo homem que me privou de uma companhia mais constante (mesmo que virtual) durante esses cinco meses...


Não foi assim que imaginei o nosso reencontro...
E da mesma forma que veio, você foi embora... não teve o abraço, não teve os beijos, não teve o toque...
Quando eu passei pelas escadarias, procurei-lhe desesperadamente... em vão...
E eu me senti tão pequena... sozinha naquela avenida... ela parecia que ia me engolir... aquela avenida... onde fica aquele mesmo prédio...
Chateada... lhe julguei, cobrando-lhe injustamente e saindo dali me vi em meio a uma multidão... mas ainda estava 'sozinha'...
Até que você ligou... pensei em não atender, mas o coração falou mais alto... precisava ouvir aquela voz... aquela voz que tantas vezes embalou canções ao pé do meu ouvido e me fez sonhar acordada...
Escutei as suas explicações e no final só consegui pronunciar um "tudo bem eu entendo" com a voz engasgada... e quando sai dos olhos da colega que me acompanhava, chorei... chorei de ódio...
Ódio desse seu jeito tão politicamente correto que prefere não incomodar os outros do que fazer o que tem realmente vontade...
Ódio e vergonha da minha atitude infantil... de ter agido com a razão mesmo sendo eu tão emoção... por não ter te compreendido e esperar que você tivesse a atitude que eu mesma não tive...

Não é assim que imagino o nosso próximo encontro...
Nele terá o abraço, os beijos, o toque... os olhares e as palavras não trocadas por causa do nosso orgulho idiota...
Pois apesar de tudo, ficou claro que o amor permanece... talvez até maior que antes........



[Thaily]

domingo, abril 24, 2011

Eu... que sempre fui tão segura de mim e dos meus sentimentos...
Eu... que sempre coloquei facilmente um ponto final onde era preciso...
Eu... que sempre julguei mal as minhas amigas por chorarem por causa de amor...

Olhe só... como estou...
Insegura...
Sendo obrigada a aturar as vírgulas do rompimento e as reticências da espera...
Uma espera incerta... pois já nem sei se devo esperar mais...
E... chorando... chorando como nunca havia feito... pois tudo o que eu pensava saber de "amor" se tornou insignificante perto do que eu sinto por você...
Já passou das 2h da madrugada e aqui estou eu... desabafando com o travesseiro tudo o que está intalado na minha garganta... todas as palavras que eu queria te dizer e não posso...

Olhe só... o estrago que você fez...
Quem você pensa que é pra revirar a minha vida desse jeito?
As pessoas nem me reconhecem mais...
Eu me olho no espelho e já não me reconheço mais...
Porque quando você foi embora... você não levou somente o meu coração, mas também a minha identidade...
[Thaily]

sexta-feira, abril 22, 2011


A fé é sempre uma semente, que devemos cuidar com olhares atentos...

Nem muita e nem pouca água... Sombra sempre!


(...) Ela é menina... e emburra fácil... a geniosa.


E some por alguns tempos, sem dar notícias.


A fé também precisa de mimos e palavras amenas...


...porque ela não vive só de figas e pulseiras do Senhor de Bonfim!


[Érica Vittorazzi]


Eu chorei um oceano inteiro essa noite...
Eu precisava esvaziar......
[Caio Fernando Abreu]

sábado, abril 16, 2011

Se eu for falar o que eu sinto, eu sinto muito, pelo o destino ser cruel conosco...
Se eu for falar o que eu quero, eu quero (...) você por perto...
dia, noite e madrugada...
Se eu for expressar o que eu tenho... eu grito................

.............. por ser amor demais!
(tá, um pouco de insanidade também... moderada)

[Érica Vitorazzi]

Juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar...


[Clarice Lispector]

domingo, abril 10, 2011

sexta-feira, abril 08, 2011

Quer saber o que eu penso?
Você aguentaria conhecer minha verdade?
Pois tome. Prove... Sinta...
Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno...
Eu gosto do risco... dos que arriscam... Tenho admiração nata por quem segue o coração...
Eu acredito nas pessoas livres... Liberdade de ser...
Coragem boa de se mostrar... Dar a cara a tapa!
Ser louca, estranha, chata... Eu sou assim!
Tenho um milhão de defeitos...
Sou volúvel... sou viciada em gente... adoro ficar sozinha...
Mas eu vivo para sentir! Por isso, eu te peço...
Me provoque... me beije a boca... me desafie... me tire do sério... me tire do tédio... Vire o meu mundo do avesso... mas, pelo amos de Deus, me faça sentir...
Um beliscãozinho que for, me dê... Eu quero rir até a barriga doer... chorar e ficar com cara de sapo...
Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome........


[Clarice Lispector]

domingo, abril 03, 2011

Ficar bem nem sempre deixa outras opções...
É estranho quando as coisas simplesmente tem de terminar... É o estágio onde todos os sentimentos já evoluíram para um nada...
É o nada que você optou para parar de sentir dor...
No início você briga, chora, faz drama mexicano...
Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas... Acostuma-se.
Não que pare de doer, mas cai no seu entendimento que as vezes perdemos algo e não há solução.
No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser.....
[Caio Fernando Abreu]